Resposta curta: para chegar à consulta com as leituras das últimas semanas, o que vale pagar é memória com data e hora, ou um jeito de mandar tudo para o celular. O resto é detalhe.
Os cinco medidores que comparamos são automáticos e de braço. Para esta situação, a diferença entre eles não está na medida. Está em como cada um guarda o que mediu, e por quanto tempo.
Três jeitos de guardar o histórico
No papel. Qualquer um dos cinco serve. Você mede e anota no caderno. Funciona, desde que você não esqueça, e muita gente esquece justo na semana que antecede a consulta.
Na memória do aparelho. Aqui os números mudam bastante. O Omron HEM-7122 guarda 30 leituras. O HEM-7156T guarda 60, com data e hora em cada uma. O HEM-7320 guarda 100. O Multilaser HC206 guarda 99 por perfil, e o G-Tech LA850BT, 120 por perfil.
No celular. Só dois conectam: o HEM-7156T e o LA850BT. O aplicativo leva as leituras para o telefone, e você mostra a tela no consultório.
A conta dos dias
Memória em número de leituras engana. O que interessa é quantos dias ela cobre. Vamos supor duas medidas por dia, uma de manhã e outra à noite (a frequência certa para o seu caso é o seu médico quem diz; aqui é só para fazer a conta):
- HEM-7122, com 30 leituras: cerca de 15 dias.
- HEM-7156T, com 60: cerca de 30 dias.
- HC206, com 99 por perfil: cerca de 49 dias, para uma pessoa.
- HEM-7320, com 100: cerca de 50 dias.
- LA850BT, com 120 por perfil: cerca de 60 dias, para uma pessoa.
Se a consulta é de mês em mês, o HEM-7122 não chega sozinho até lá. Você vai precisar anotar uma parte. Se é de dois em dois meses, só o LA850BT cobre o período inteiro na memória, e mesmo assim no limite.
Agora, o detalhe que muda tudo: dos cinco, só o HEM-7156T tem data e hora em cada leitura na documentação que lemos. Nos outros, a ficha não detalha. Um número sem data na consulta conta menos história do que parece. Se isso importa pra você, confira no manual do modelo.
O aplicativo que não existe
O HEM-7122 e o HEM-7320 têm uma divergência que pega muita gente. Na página do produto, a Omron escreve que eles são compatíveis com o aplicativo OMRON connect. No manual, diz que eles não têm conexão sem fio. Quando a página e o manual não batem, nós ficamos com o manual.
Na prática: quem compra o HEM-7320, o mais caro da lista, contando em mostrar o celular na consulta, pode chegar em casa e descobrir que não dá. Ele guarda 100 leituras e faz a média das 3 últimas, mas o histórico fica na tela do aparelho.
A nossa escolha
Ficamos com o Omron HEM-7156T. Data e hora em cada leitura, celular no mesmo pacote e braçadeira de 22 a 42 cm. Para uma pessoa que mede sozinha, é o que leva o histórico até a consulta com menos trabalho. E, se o celular falhar, as 60 leituras com data continuam na memória.
A segunda opção é o G-Tech LA850BT. Também conecta, guarda mais, e ainda separa dois usuários. Se em casa são dois medindo e os dois levam o histórico à consulta, ele passa para o primeiro lugar.
Quem deve pular esta página
- Quem já anota tudo e gosta do caderno. Aí o HEM-7122, o mais simples da Omron, cumpre o papel. Pagar pelo celular não muda a sua rotina.
- Quem não tem smartphone. Para essa pessoa, o HEM-7320 é o de cima que faz sentido: guarda 100 leituras, faz a média sozinho e traz o adaptador de tomada.
Antes de sair de casa
Na véspera da consulta, abra a memória do aparelho, ou o aplicativo, e veja se as leituras da semana estão lá. Pilha fraca ou telefone que nunca foi pareado podem deixar você com o histórico pela metade. Se for levar o próprio aparelho, leve a bolsa que vem na caixa do HEM-7156T e do LA850BT.




